Por Naryana Caetano
Após turbulências causadas por uma pane no
computador (que até hoje eu não sei o que aconteceu; creio que seja o hd,
enfim...) consegui finalmente subir a resenha – aplausos.
Antes de qualquer coisa, vou salientar que estava torcendo muito
para “O lado bom da vida” ganhar como melhor filme. É o tipo de narrativa que
vai conquistando aos poucos e quando você menos vê, já está todo envolvido na
história e pegando as personagens pra si. Deixo registrado, também, os meus
mais sinceros parabéns para a ganhadora do Oscar de melhor atriz, a – caí de Dior, chupa sociedade – Jennifer Lawrence.
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| O tombo mais invejado da face da Terra |
Mas, vamos ao filme...
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| Bradley Cooper e Jennifer Lawrence |
Dirigido por David O. Russell (O vencedor e Três reis) – que tem um estilo, ao
qual, eu particularmente gosto bastante: câmera na mão, vários planos detalhe e
personagens marcantes –, as 2h02 são bem aproveitadas e curiosas, a começar
pelo início do filme.
Bradley Cooper (Se beber não case e Sem limites) interpreta
o bipolar Pat Solitano que está em recuperação de um trauma em um sanatório –
sua mulher o traiu com um colega de trabalho embaixo de seu teto; é de se
entender. Após oito meses, sua mãe Dolores (Jacki
Weaver) vai retirá-lo da clínica e aí a trama fica interessante.
Pat vai para a casa dos pais – quase me esqueci, seu
pai é interpretado pelo lendário Robert DeNiro –, ciente de que está pronto
para recomeçar sua vida de onde parou. O único problema é que os outros não
pensam da mesma forma.
Em um jantar na casa de amigos, conhece
a personagem de Jennifer Lawrence (Jogos vorazes e X-Men: Primeira classe), a
depressiva Tiffany, que passou por um tratamento psicológico por ter perdido o
marido. A partir disso, os dois encontram coisas em comum.
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| Show de interpretação |
Então, uma das cenas mais fantásticas
do longa acontece. Pat e Tiffany saem para jantar em uma lanchonete – num esplendor de diálogos e de interpretação –,
conhecem-se um pouco mais e Tiffany diz que entregaria uma carta do rapaz a sua
ex-mulher caso ele participasse de um concurso de dança com ela. Pat precisa de
ajuda para recuperar sua amada. Tiffany precisa de um amigo.
Personagens secundárias como a
família de Pat e seu analista são peças chaves para compor o tom de humor
perfeito. Posso até sugerir que as duas palavras que sintetizam toda a narrativa são “com açúcar e
com afeto” – apesar de toda a intensidade, lembre-se dos suspiros apaixonados
presentes em todas as comédias românticas.
Confesso que fiquei um pouco apreensiva com o inicio,
porém, conforme a trama foi se desenrolando, me permiti rir das situações – até
então insanas – e consegui aproximá-las para a minha realidade – ponto para
Russell.
Encanta pela densidade dramática que envolve o tema e
pela suavidade com que foi tratado, de maneira que a história é um mero
condutor e as grandes estrelas são realmente as personagens bem definidas, cativantes
e muito bem interpretadas por ambos.
Resumindo: uma moça conhece um rapaz em situações no mínimo “estranhas”; eles são obrigados a conviver, se odeiam no início mas... não posso falar o final! Sim, um dos maiores clichês do cinema. Porém, eu tenho certeza que a maioria das mulheres – e alguns homens, por que não? – não resiste a esse gênero fascinante que é a comédia romântica. É realmente um filme que merece ser visto!
E pra dar mais vontade, olha só esse trailer:
Resumindo: uma moça conhece um rapaz em situações no mínimo “estranhas”; eles são obrigados a conviver, se odeiam no início mas... não posso falar o final! Sim, um dos maiores clichês do cinema. Porém, eu tenho certeza que a maioria das mulheres – e alguns homens, por que não? – não resiste a esse gênero fascinante que é a comédia romântica. É realmente um filme que merece ser visto!
E pra dar mais vontade, olha só esse trailer:
PS: E a trilha sonora? Passa de White Stripes para Bob Dylan, Johnny Cash e até Led Zeppelin. Animal!


