sexta-feira, 29 de março de 2013

Embalos de quinta à noite



São Paulo esconde charmes, encantos e surpresas por cada rua sua. Ok, sou muito suspeito para falar qualquer coisa – nasci aqui e amo esta cidade. Mas certas situações, convenhamos, não encontraríamos em parte nenhuma do mundo.

Nary e Caio no meio da Avenida Paulista; atrás, prédio da
Fiesp onde se jogam joguinhos legais.
Por exemplo, quinta-feira à noite, na avenida mais famosa e movimentada da capital, quem diria que um grupo de, sei lá, 30 pessoas estaria parado olhando para um prédio que virou... tela de videogame! Isso mesmo, o prédio da Fiesp virou um telão gigantesco, daqueles que os aficionados por jogos sempre sonharam (ou melhor, nunca sonharam)! Eis que, de repente, forma-se uma torcida que xinga a cada peça de tetris encaixada de forma errada ou que vibra quando o jogador acerta e ganha pontos. Tudo acontecendo às 20h30. De uma quinta-feira.

Melhor ainda é estar acompanhado – e, no meu caso, muitíssimo bem. Naryana Caetano (minha eterna parceira de apresentação no Agenda Cultural) e Larissa Gregio (nossa eterna fotógrafa do Agenda Cultural) compartilharam comigo todas as experiências que São Paulo proporciona. Da Paulista, pegamos o metrô e fomos até o Terminal Rodoviário do Tietê.

Não, ninguém estava pensando em fazer um tour pelo interior do Estado.

Fomos lá marcar presença na apresentação dos nossos amigos (permita-me a palavra) do Pelas Ruas de
Lari e Nary: a rima de duas ótimas companhias!
SP, que toca gratuitamente para quem estiver passando na rua. A gente demorou um pouco para achar os caras – enquanto isso, nos juntamos a uns senhores que estavam cantando Beatles ao piano dentro do Terminal -, mas, quando os encontramos, tivemos certeza que estávamos no lugar certo! Uma roda formada no ponto de espera dos ônibus com boa música tocando alto para todo mundo ouvir. Até os mendigos se juntaram e aproveitaram a festa!

Aliás, quero abrir parênteses nesse ponto da história. Da mesma forma que São Paulo é “tudo junto e misturado” – algo que me faz ficar apaixonado diariamente pela cidade -, também é um lugar muito impessoal. As pessoas passam umas pelas outras sem se importarem com o que está ao seu redor. Pode ser a falta de tempo, o medo de ser assaltado, sei lá. Não tiro a razão de ninguém. Mas, sabe... é em situações como a apresentação musical embaixo do maior terminal rodoviário do Brasil que paramos para repensar certos valores.

Na roda de música, até os moradores de rua foram cantar!
Disse há pouco que até os mendigos se juntaram à roda. Quero deixar bem claro: nenhum foi pedir esmola, comida ou bebida. A única coisa que eles queriam era mais música – e, quem diria, eles cantavam e dançavam e batiam palmas e convocavam as outras pessoas e... sorriam. Conversando com o pessoal da banda, soubemos que um dos moradores lhes falou que aquele era um dos momentos mais felizes que ele estava vivendo há tempos. Penso que a maior recompensa de uma profissão é a mais simples. Para nós, do Agenda, é saber que as pessoas estão nos ouvindo. Para o Pelas Ruas de SP, é arrancar um sorriso.

Também disse que o grupo toca de graça. Mas um dos mendigos estava dando o pouco dinheiro dele para a banda, como forma de agradecimento. Uma cena que eu jamais vou me esquecer.

E assim, na roda de música que juntou toda sorte de gente para cantar e se divertir, nossa noite terminou e fomos embora para casa. Uma parte minha, da Nary e da Lari ficou lá, e acho que vai ficar, para nunca se esquecer que esta cidade esconde charmes, encantos e surpresas por cada rua sua. Mesmo que seja em uma fria quinta-feira. Mesmo que seja tarde da noite. Nunca duvide de São Paulo.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Resenha - O lado bom da vida



Por Naryana Caetano

Após turbulências causadas por uma pane no computador (que até hoje eu não sei o que aconteceu; creio que seja o hd, enfim...) consegui finalmente subir a resenha – aplausos.

Antes de qualquer coisa, vou salientar que estava torcendo muito para “O lado bom da vida” ganhar como melhor filme. É o tipo de narrativa que vai conquistando aos poucos e quando você menos vê, já está todo envolvido na história e pegando as personagens pra si. Deixo registrado, também, os meus mais sinceros parabéns para a ganhadora do Oscar de melhor atriz, a – caí de Dior, chupa sociedade – Jennifer Lawrence.  

O tombo mais invejado da face da Terra

Mas, vamos ao filme...

Bradley Cooper e Jennifer Lawrence
Dirigido por David O. Russell (O vencedor e Três reis) – que tem um estilo, ao qual, eu particularmente gosto bastante: câmera na mão, vários planos detalhe e personagens marcantes –, as 2h02 são bem aproveitadas e curiosas, a começar pelo início do filme.

Bradley Cooper (Se beber não case e Sem limites) interpreta o bipolar Pat Solitano que está em recuperação de um trauma em um sanatório – sua mulher o traiu com um colega de trabalho embaixo de seu teto; é de se entender. Após oito meses, sua mãe Dolores (Jacki Weaver) vai retirá-lo da clínica e aí a trama fica interessante.

Pat vai para a casa dos pais – quase me esqueci, seu pai é interpretado pelo lendário Robert DeNiro –, ciente de que está pronto para recomeçar sua vida de onde parou. O único problema é que os outros não pensam da mesma forma.

Em um jantar na casa de amigos, conhece a personagem de Jennifer Lawrence (Jogos vorazes e X-Men: Primeira classe), a depressiva Tiffany, que passou por um tratamento psicológico por ter perdido o marido. A partir disso, os dois encontram coisas em comum.

Show de interpretação
Então, uma das cenas mais fantásticas do longa acontece. Pat e Tiffany saem para jantar em uma lanchonete –  num esplendor de diálogos e de interpretação –, conhecem-se um pouco mais e Tiffany diz que entregaria uma carta do rapaz a sua ex-mulher caso ele participasse de um concurso de dança com ela. Pat precisa de ajuda para recuperar sua amada. Tiffany precisa de um amigo.

Personagens secundárias como a família de Pat e seu analista são peças chaves para compor o tom de humor perfeito. Posso até sugerir que as duas palavras que sintetizam toda a narrativa são “com açúcar e com afeto” – apesar de toda a intensidade, lembre-se dos suspiros apaixonados presentes em todas as comédias românticas.

Confesso que fiquei um pouco apreensiva com o inicio, porém, conforme a trama foi se desenrolando, me permiti rir das situações – até então insanas – e consegui aproximá-las para a minha realidade – ponto para Russell.

Encanta pela densidade dramática que envolve o tema e pela suavidade com que foi tratado, de maneira que a história é um mero condutor e as grandes estrelas são realmente as personagens bem definidas, cativantes e muito bem interpretadas por ambos. 

Resumindo: uma moça conhece um rapaz em situações no mínimo “estranhas”; eles são obrigados a conviver, se odeiam no início mas... não posso falar o final! Sim, um dos maiores clichês do cinema. Porém, eu tenho certeza que a maioria das mulheres – e alguns homens, por que não? – não resiste a esse gênero fascinante que é a comédia romântica. É realmente um filme que merece ser visto!

E pra dar mais vontade, olha só esse trailer: 




PS: E a trilha sonora? Passa de White Stripes para Bob Dylan, Johnny Cash e até Led Zeppelin. Animal!


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Vencedores do Oscar 2013


Por Caio Colagrande

E neste domingo aconteceu a cerimônia de entrega do Oscar 2013! Para quem não viu, o Resenha Cultural traz a relação dos vencedores nas principais categorias da principal premiação do mundo cinematográfico!


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Programação "Mondo Tarantino"


Por Caio Colagrande

Até o dia 17/03, o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a mostra "Mondo Tarantino", com todos os filmes do diretor estadunidense mais sanguinolento do cinema com ingressos a R$ 4 a inteira e R$ 2 a meia - ou, como diria o nosso Marcelo Bonora, quase "no vasco"!

Acompanhe abaixo a programação dia a dia que o Resenha Cultural traz para você! Clique nas setas e confira todas as atrações!


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Assista aos indicados ao Oscar de Melhor Curta Animado


Por Caio Colagrande

Muito se fala das produções cinematográficas que concorrem ao Oscar de melhor filme (a premiação máxima), mas ninguém se lembra de outras categorias menos clássicas , por assim dizer (são 24 no total). Mas a Nary (que está em crise com o seu computador e pediu para postar por ela) não se esqueceu e achou - sim, ela foi procurar! - todos os cinco títulos que disputam o título de melhor curta animado para assistir! Alguns vídeos foram postados temporariamente no YouTube pelas produtoras e, depois, retirados - para esses casos, trouxemos os trailers. Desde guacamoles criadas a partir de granadas, passando por Disney até "Os Simpsons", eis aqui cada um dos curtas. Divirta-se!

Para mais informações: http://oscar.go.com/nominees

Adam and Dog:




Fresh Guacamole:




Head over Heels:




Maggie Simpson in "The Longest Daycare":




Paperman: